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Resenha: “Um mundo melhor”, de Marcus Sakey, publicado pela Galera Record

Um livro que mostra amadurecimento e evolução, tanto da história quanto do autor
Um-mundo-melhor-Marcus-SakeyInformações Gerais
Título original: A better world
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501071590
Páginas: 420
Ano: 2016
Autor: Marcus Sakey
Nota Skoob: 4,5

Eu estou muito acostumado a esperar menos pelos segundos livros de uma série (ou trilogia). Normalmente considero que o(a) autor(a) exagera na intenção de dar uma continuidade justa à história, ao mesmo tempo que tenta deixá-lo melhor que o primeiro. Mas acredito que este seja um problema para aqueles que escrevem livros sem pensar no todo e sim por etapas – pensam na história, escrevem o primeiro livro e só se preocupam com a estrutura detalhada do segundo depois. Porém, este não pareceu o caso de Marcus Sakey, que conseguiu evoluir ainda mais a obra que criou, mostrando que houve sim preocupação de continuidade quando da construção da série Brilhantes. Um mundo melhor é, sem dúvida, superior ao primeiro volume. Continuar lendo

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Resenha: “Maré Congelada”, de Morgan Rhodes, publicado pela Seguinte

Maré Congelada apresentou todos os problema possíveis que uma série estendida pode oferecer e se tornou chato
MARE_CONGELADA_1457988191571714SK1457988191BInformações Gerais
Título original: Frozen Tides
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765954
Páginas: 440
Ano: 2016
Autor: Morgan Rhodes
Nota Skoob: 4,5

Se eu pudesse classificar esse livro de alguma forma mais específica seria: desnecessário. Não que ele seja de todo ruim, mas não acrescentou muito à história. Por se tratar de uma série estendida – foi de quatro para seis livros -, era de se esperar que houvesse pedras no caminho. Maré Congelada, o quarto livro da série A queda dos Reinos, de Morgan Rhodes, foi irrelevante na primeira metade e um pouco mais interessante na parte final. Mas continua sendo desnecessário. Continuar lendo

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Resenha: “A cidade dos espelhos”, de Justin Cronin, publicado pela Arqueiro

Épica, A passagem é a melhor trilogia que já li e uma aula de como contar uma boa história
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Título original: City of mirrors
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580416435
Páginas: 668
Ano: 2016
Autor: Justin Cronin
Nota Skoob: 4,4

Acabando A cidade dos espelhos eu termino aquela que talvez seja a melhor trilogia que já li, a preferida entre todas. Mesmo o terceiro livro tendo muitos altos e baixos, e ser um pesar ter que dizer adeus à trilogia, só agradeço por tê-la conhecido e lido. Uma história que divide opiniões, A Passagem me conquistou logo no início pela grandiosidade épica que estava sendo contada diante de meus olhos. Chegou ao fim mantendo um linha coerente, mesmo que em determinados momentos minhas ideias e pretensões em relação a à história tenham divergido das do autor. Continuar lendo

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Resenha: “Prodigy, de Marie Lu, publicado pela Rocco

Prodigy consegue manter o bom nível do primeiro e até melhorar em alguns pontos, se tornando uma distopia diferente entre tantas
Resenha-Prodigy-Trilogia-Legend-Marie-Lu-Capa-Livro

Informações Gerais
Título original: Prodigy
Editora: Rocco
ISBN: 9788579802065
Páginas: 303
Ano: 2014
Autor: Marie Lu
Nota Skoob: 4,4

Na resenha anterior, para Legend, eu havia comentado minha falta de interesse para distopias, pois todas elas estavam caindo na mesmice e apresentando um mesmo caminho e uma história muito parecida. Ou seja, não havia mais novidades para o leitor. Apesar de não ter sido um grande livro, Legend mudou um pouco essa percepção em relação ao gênero. Já sobre Progidy, posso dizer que a parte inicial me fez voltar a esta opinião inicial, mas o desenvolvimento se mostrou diferente e promissor.  Continuar lendo

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Resenha: “O palácio da meia-noite”, de Carlos Ruiz Zafón, publicado pela Suma de Letras

Não é o melhor, mas é Zafón, e isso já me basta!
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Título original: El palacio de la media noche
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581051598
Páginas: 272
Ano: 2013
Autor: Patrick Rothfuss
Nota Skoob: 4,0

Com O palácio da meia noite são seis os livros de Carlos Ruiz Zafón que eu li e vou reforçando aquela ideia de que ele realmente é um dos maiores escritores da atualidade, mesmo que neste, o seu segundo livro escrito, ele ainda estivesse bem aquém daquele gênio da série dos Cemitérios dos Livros Esquecidos. Mas devemos levar em conta que era o início da carreia e mesmo assim já era possível identificar vários traços da genialidade e desde cedo Zafón já nos brindava com boas e ousadas histórias. Continuar lendo

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Resenha: “Vocação para o mal”, de Robert Galbraith, publicado pela Rocco

Dois livros em um: J. K. fez uma primeira metade chata e lenta e a segunda, instigante e interessante
Vocação para o Mal - Robert Galbraith - Editora Rocco - J.K. Rowling - pseudônimoInformações Gerais
Título original: Career of evil
Editora: Rocco
ISBN: 9788532530257
Páginas: 496
Ano: 2016
Autor: Robert Galbraith
Nota Skoob: 4,4

O mais macabro livro da série até agora, Vocação para o mal traz uma aventura de Strike e Robin mais madura que as anteriores, mas também mais enrolada e lenta. Como se eu não fosse um leitor “experiente” e não soubesse que criar expectativas gera, na maioria das vezes, a frustração, fui lá e criei a famigerada expectativa e como resultado, nem preciso dizer o que houve. Ler J. K. Rowling/Robert Galbraith é, sim, sempre prazeroso e promessa de bons dias que vão se seguir. Mas talvez pelo grande número de comentários positivos, esperei demais e, claro, terminei com menos. Continuar lendo

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Resenha: “O nome do vento”, de Patrick Rothfuss, publicado pela Arqueiro

Um livro que apenas pecou pelo excesso de páginas
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Título original: The Wise Man’s Fear
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410327
Páginas: 960
Ano: 2011
Autor: Patrick Rothfuss
Nota Skoob: 4,8

O risco de um livro que passa do número “habitual” de páginas – lógico que não existe padrão, mas mais de 400 pode oferecer algum “perigo” – é sempre aquele: cair na redundância e deixar o leitor entediado. Um livro que chega perto das mil páginas sofre mais ainda: tem o risco de se perder ao longo das páginas. O Temor do Sábio, segundo volume de A crônica do matador do rei, de Patrick Rothfuss, se encaixa na segunda categoria, mas conseguiu sofrer dos problemas apenas da primeira delas. Isso é bom se analisado a partir de um ponto de vista mais pessimista. Mas não é tão bom assim, também. Continuar lendo