Resenha: “Prodigy, de Marie Lu, publicado pela Rocco

Prodigy consegue manter o bom nível do primeiro e até melhorar em alguns pontos, se tornando uma distopia diferente entre tantas
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Informações Gerais
Título original: Prodigy
Editora: Rocco
ISBN: 9788579802065
Páginas: 303
Ano: 2014
Autor: Marie Lu
Nota Skoob: 4,4

Na resenha anterior, para Legend, eu havia comentado minha falta de interesse para distopias, pois todas elas estavam caindo na mesmice e apresentando um mesmo caminho e uma história muito parecida. Ou seja, não havia mais novidades para o leitor. Apesar de não ter sido um grande livro, Legend mudou um pouco essa percepção em relação ao gênero. Já sobre Progidy, posso dizer que a parte inicial me fez voltar a esta opinião inicial, mas o desenvolvimento se mostrou diferente e promissor. 

Prodigy dá sequência à história de Day e June, que se uniram mais ainda depois da fuga de Batalla Hall. Ambos agora têm um objetivo: chegar às colônias. Mas como podemos imaginar, é claro que o caminho não vai ser fácil. E no meio dessa caminhada, além da aventura, a dupla ainda vai se deparar com uma dura missão: eles vão participar do plano que visa matar o líder da república. De sinopse, era isso, senão vou acabar soltando spoilers.

Mesmo em alguns momentos a história se mostrando similar a outras distopias, ainda há algo que se sobressai e torna a leitura e a experiência total bastante interessante e melhor do que muitos outros livros deste gênero. Mas o que melhora ainda mais esta relação leitor/livro é que a autora Marie Lu dá indícios de querer fugir do mais do mesmo que as distopias recentes nos oferecem. Especialmente com uma virada muito interessante na reta final.

Prodigy se encaixa naquilo que chamo de livro em movimento. Tentando explicar: não se passa em um único espaço/cenário. Os personagens se movimentam com um objetivo em busca de alguma coisa. E este tipo de livro me conquista muito rapidamente. Por isso posso dizer que o segundo livro quase superou Legend. Só não superou porque há, de fatos, alguns clichês distópicos que me incomodam. Como é o caso de, por exemplo, os protagonistas serem o centro de uma revolução formada por um grupo de rebeldes.

Mas é justamente no meio da evolução deste momento que há uma guinada e uma mudança sútil na história, o que me deixou satisfeito. No entanto, a principal crítica para a história da Marie Lu é a ausência de suspense. Ela até tenta criar alguns ápices de curiosidade e mistério, mas não consegue. Muito disso se deve ao fato de que a história é narrada por dois personagens, e em cada narrativa acaba sendo entregue aquele acontecimento que poderia dar ao leitor mais vontade de devorar o próximo capítulo. Não chegaria ao ponto de dizer que a narração centrada em dois personagens prejudicou o livro, mas talvez ela, em primeira, pessoa tenha atrapalhado um pouco.

Prodigy

Capa original

Tirando isso, a escrita da autora é elogiável, sem dúvida, e é também notável a evolução que ela apresentou do primeiro para o segundo. Os diálogos seguem bastante naturais, diferente do que se vê em muitos livros. Mas alguns personagens se tornaram chatos. Tess, que era tão legal no primeiro volume, surpreendeu negativamente, e se tornou a pior pessoa. A autoria criou uma situação muito forçada e desnecessária com a personagem. Kaede passa a ter mais destaque e se mostra um bom personagem, além do crescimento do filho do Primeiro Eleitor. Outros novos aparecem, mas apenas destaque mesmo para Razor.

Ahhh, claro. Não posso deixar de citar que outro diferencial em relação a várias distopias é o fato de que Marie Lu teve a decência de explicar como foi que esta nova sociedade se tornou, o motivo de a República e a Colônia estarem separadas. E, não obstante, ela foi além e ainda explicou como são as sociedades fora dos Estados Unidos, e como vivem outros países. Sempre senti falta disso nas distopias. Parecia algo tão artificial e forçado. E essa trilogia se tornou muito mais palpável depois dessa explicação. Ponto mais do que positivo para a autora.

Enfim. Em meio a elogios e críticas, o livro se mostrou promissor com algumas viradas, como já disse, e que fogem do lugar comum. Agora fiquei mais curioso em ler o terceiro livro do que quando terminei o primeiro para ler o segundo. Preciso saber quem está falando a verdade ou a mentira. De que lado Day e June vão ficar. Já quanto à edição, novamente não tenho do que reclamar. O trabalho da Rocco é muito bem feito, tanto externa, como internamente. Quatro estrelas – que podem ser considerada 4,5 -, com a esperança de cinco para o último volume, já que falam tão bem dele.

Notas 4

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