Resenha: “O palácio da meia-noite”, de Carlos Ruiz Zafón, publicado pela Suma de Letras

Não é o melhor, mas é Zafón, e isso já me basta!
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Título original: El palacio de la media noche
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581051598
Páginas: 272
Ano: 2013
Autor: Patrick Rothfuss
Nota Skoob: 4,0

Com O palácio da meia noite são seis os livros de Carlos Ruiz Zafón que eu li e vou reforçando aquela ideia de que ele realmente é um dos maiores escritores da atualidade, mesmo que neste, o seu segundo livro escrito, ele ainda estivesse bem aquém daquele gênio da série dos Cemitérios dos Livros Esquecidos. Mas devemos levar em conta que era o início da carreia e mesmo assim já era possível identificar vários traços da genialidade e desde cedo Zafón já nos brindava com boas e ousadas histórias.

No segundo livro da Trilogia da Névoa, novamente há um romance misturado com detalhes sobrenaturais, talvez a maior característica de Zafón. Nesta obra vamos acompanhar a história de dois irmãos gêmeos que são separados ainda quando bebês pela vó de ambos. A separação ocorre a fim de protegê-los de algum mal. Anos depois, conhecemos ambos já crescidos, mas é neste momento que o perigo volta a rondá-los. Ben, Sheere (os irmãos) e os colegas de orfanato de Ben vão viver dias de muito medo e mistério para tentar fugir deste mal.

De forma geral, como não poderia deixar de ser, eu gostei bastante do livro. Mas é bastante claro que o autor ainda estava no início. É aquilo mesmo que eu falei na resenha de O príncipe da névoa, o primeiro da trilogia, que li no ano passado: já em seu início de carreira Zafón nos dava indícios do quão genial viria a se tornar. Nas primeiras obras ele ousou provar uma mistura que viria a ser sua marca. Lá no início, no entanto, talvez não com tanta maestria como os últimos livros lançados, mas de boa qualidade sim.9788408072799

A história tem bons personagens e um suspense que te faz querer devorar o livro – como em todos os livros do autor. Um dos principais destaques de O palácio da meia noite realmente são os personagens. Especialmente os jovens. Foram muito bem construídos e ainda são carismáticos. Os diálogos também já eram maduros neste segundo romance escrito. A reflexão na escrita, que também é uma marca, com toda aquela poesia que só ele sabe imprimir, já dava seus indícios neste livros, mais do que no primeiro.

Mas há poréns. Conhecendo Zafón como conheço, sei que ele seria capaz de ir mais a fundo na história. Não digo que ela seja rasa ou superficial demais. Mas me pareceu meio feito às pressas, porque tudo aconteceu muito rápido e alguns acontecimentos eram previsíveis. Faltou criar um pouco mais daquele suspense. O livro tem muitas semelhanças com o primeiro da trilogia, e isso também afetou um pouco a experiência de leitura. Parece que Zafón usou uma estrutura parecida, mesmo que as histórias sejam diferentes.

Da trilogia, até agora com dois lidos, ligeiramente tenho uma preferência pelo primeiro, que me pareceu ter um pouco menos de problemas – que, aliás, não precisa ser lida em ordem pois são histórias isoladas e não dependem de si. Mas isso não é nada. A cada novo livro dele que leio, tenho a certeza de que ele é sim um dos principais autores da atualidade, figurando num seleto grupo que pode levar este título.

Notas 4

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