Resenha: “Joyland”, de Stephen King, publicado pela Suma de Letras

Despretensiosamente viciante, Joyland é daqueles livros que merecem todos os elogios
joyland-stephen-king-suma-de-letrasInformações Gerais
Título original: Joyland
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581052984
Páginas: 240
Ano: 2015
Autor: Stephen King
Nota Skoob: 4,2

Alguns livros são assim, simples, chegam em nossa vida como nada e marcam para sempre. Parece exagero uma frase tão romântica aplicada à livros mas ela se encaixa muito bem neste caso. É o que sinto após ter lido Joyland, que parece ser uma obra do Stephen King subestimada, mas que merece toda atenção de cada leitor. É uma história simples, despretensiosa, mas fascinante. Os detalhes te prendem, a leveza te conquista. De tão bem construída, até contrasta com a simplicidade apresentada. É daquelas histórias para serem apreciadas aos poucos e com muito gosto.

E isso se deve muito ao fato de eu ter lido sem saber muito da sinopse. Mas vamos a ela: Devin Jones é um jovem universitário que, como tantos, passa por uma desilusão amorosa e, para esquecer disso, decide trabalhar temporariamente em um parque, que por acaso é o Joyland. Uma vez lá, além de conhecer ótimos personagens, o protagonista é fisgado pela história de um fantasma que vive em um dos brinquedos do local: Linda Gray, assassinada lá dentro anos atrás. Se é verdade, ninguém sabe, mas isso fascinou Devin.

Isso é muito pouco perto de tudo o que Stephen proporciona aos leitores. E que leitores de sorte somos nós, hein? Aprendemos lições, revemos conceitos e nos divertimos em poucas páginas. Vendida por aí como uma história de terror, Joyland está longe disso. Tem alguns aspectos sobrenaturais, mas trata principalmente de sentimentos. Vai além disso, de forma despretensiosa, com um suspense muito bem aplicado sobre o mistério que ronda a vida de Linda Gray. Um romance policial que chega de mansinho e no fim se revela como um dos melhores do gênero.

O leitor começa o livro apenas acompanhando a vida de um universitário um pouco solitário ou até azarado, que sofre por amor. Até aquele leitor mais avesso ao estilo vai se sentir a vontade na leitura. Falo por experiência, já que não gosto do gênero, mas me vi imerso à leitura desde o início. Mas é quando o suspense que envolve o parque surge que a história chega ao seu ápice e não cai mais, fazendo do livro uma história completa e viciante.

Joyland

Capa original

São muitas coisas a elogiar e para não ficar uma resenha tão grande, tentarei ser o mais sucinto. A começar pelo protagonista. Devin é daqueles caras do bem, normais, reais. Protagonista simpático, cheio de carisma, que não quer dar de herói, mas acaba sendo. Os outros personagens são igualmente interessantes. Tom, Errin, Sra. Shoplaw, Annie, Mike… meu Deus, são tantos. Outo item: o mistério que Stephen cria. Meu Deus. Como já disse, ele chega do nada e você se vê prendido, sem conseguir largar até desvendar as charadas junto com o protagonista.

Mas, sem dúvida, o que mais me cativou, me convenceu, me prendeu foi a escrita e a construção de King. A história é contada por meio de um relato feito por Devin em 2012 daquilo que ele viveu em 1973. Como se fosse um diário, ele vai contando da melhor maneira possível todos os momentos deste ano inesquecível. E é por causa desta escrita e desta história tão bem criada que para mim não seria surpresa se no fim eu lesse um: “baseado em fatos reais”. Porque, sim. Pra mim parecia uma história muito real, verdadeira, sincera, palpável, um desabafo de verdade de alguém. Me convenceu.

Mas possivelmente nada disso é surpresa em se tratando de Stephen King, um grande rei da escrita. Ele escreve sobrenaturalmente bem. Desenvolve uma história na mesma medida. Por isso não tenho do que reclamar. As poucas críticas prefiro não citar. Melhor passar. Só tenho certeza que quero guardar esses personagens e vários ensinamentos por muito tempo – em especial Mike. Em se tratando de trabalho gráfico, a Suma das Letras fez um trabalho gráfico ok e a revisão não ficou comprometida. Por fim, a mais, só preciso dizer duas coisas: Obrigado, Stephen King, e adoraria passear por Joyland qualquer dia rs! Cinco estrelas e favoritado.

Notas 5

 

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