Resenha: “O Adulto”, de Gillian Glynn, publicado pela Intrínseca

Um conto ok, O Adulto peca na mistura de assuntos e na falta de um foco
o-adultoInformações Gerais
Título original: The Grownup
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580579451
Páginas: 64
Ano: 2016
Autor: Gillian Flynn
Nota Skoob: 3,7

O Adulto é um conto de pouco mais de 20 páginas, escrito por Gillian Flynn, minha segunda experiência com a escritora – a primeira foi com A garota exemplar. Assim como foi da primeira vez, agora novamente não achei que a autora seja tudo aquilo que dizem. Foi um conto divertido. Mas faltou algo. Não só faltou, como em alguns momentos também sobrou. No fim, a impressão que ficou é que ela mais quis chocar e chamar a atenção do que realmente escrever um conto para George R. R. Martin, como ela explica nas últimas páginas.

O Adulto conta a história de uma jovem que ganha a vida com uma atividade bastante inusitada: é batedora de punheta (????). Mas, por motivos que não precisam ser explicados agora, ela se torna uma vidente – charlatã, claro. E a história entra em seu ponto central quando ela atende uma cliente chamada Suzane Burke, que relata que sua vida estava desmoronando. A partir daí nos deparamos com uma história que pode beirar até o sobrenatural.

O conto é um pouco estranho. Começa com uma vibe X, depois muda o foco, e no fim é quase outra coisa. Parece estranho isso que digo, mas é mais ou menos por aí. Por ser um conto, de forma geral, acredito que tenha faltado um pouco mais de foco e objetividade. Não que a história seja enrolada, leitura arrastada, nada disso. Tem um bom ritmo. Mas o problema é que a autora engloba vários temas e no fim fica uma grande mistura desnecessária.

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Capa original

A escrita da autora segue boa, tem sua qualidade. A ideia geral também é bacana, já que flerta com o sobrenatural. Somos apresentados a bons personagens e ainda deixa um fim em aberto. Mas acredito que a obra tenha sido escrita meio que na pressa e por ser um conto dificultou o desenvolvimento. Talvez funcionasse melhor caso fosse um livro e, com isso, exigiria melhor preparo e pesquisa da própria autora. Sem dúvida seria uma boa história, e mais convincente, é claro. Mas a pergunta é: George gostou do conto?

Notas 3

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