Resenha: “Seis anos depois”, de Harlan Coben, publicado pela Arqueiro

Seis anos depois é um livro ok, que cumpre sua missão e ganha ao se focar em uma história apenas
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Título original: Six years
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412536
Páginas: 272
Ano: 2014
Autor: Harlan Coben
Nota Skoob: 4,2

Quando li na contra capa de Seis Anos Depois que esse seria o melhor livro de Harlan Coben desde Não Conte a Ninguém, fiquei encorajado a ler e acreditei de verdade na promessa, uma vez que os outros dois que li – Confie em Mim e Desaparecido para Sempre – não me entusiasmaram tanto como o primeiro. E realmente a promessa se cumpriu. Não, ele não é tão bom quando Não conte a ninguém, longe disso – aliás, ele tem vários defeitos. Mas consegue superar os outros dois citados e ainda confirma que Harlan realmente merece o posto de mestre do suspense da atualidade.

A história começa há seis anos, quando Jake Fisher acompanha o casamento da sua amada com um desconhecido. Estranhamente, depois de viverem semanas de amor intenso, Natalie Avery o trocou por Todd Sanderson. E deixou apenas um pedido ao protagonista: deixar o casal em paz. Foi o que ele fez por seis anos. Rapidamente, a história dá esse salto no tempo, exatamente quando Jake se depara com o obituário de Todd. Ele acredita, então, que chegou a hora de procurar a amada e tentear uma nova chance. Mas, como se trata de uma obra de Coben, sabemos que não é tão simples assim. Começa aí uma história cheia de mistério, confusão e risco de muita morte. E encontrá-la não será assim tão fácil.

Inicialmente, pensei se tratar de uma história boba de romance e titubeei em comprar. Mas arrisquei. E me surpreendi. Tem romance? Claro. Mas é apenas uma pequena parte do todo – embora seja o amor que mova todo os acontecimentos do livro. A história, assim como em todas as outras, é muito bem desenvolvida e pensada. A teia de acontecimentos que vai se ligando ao longo das páginas é a principal marca de Coben. Mas a vantagem deste para com os outros é que em Seis Anos Depois o autor se foca em apenas um núcleo. O que me incomodou tanto em Confie em Mim e Desaparecido para Sempre, por exemplo, foi o cardápio recheado de personagens e núcleos. A história chegava a ficar bagunçada e desanimava a certa altura – embora, no final, tudo se encaixasse perfeitamente.

Aqui, não. Apenas um núcleo, poucos personagens e uma história central foi contada pelo autor. E por ser uma das histórias mais recentes de Harlan, a gente sente a diferença no desenvolvimento. As novas tecnologias estão presentes e ajudam os personagens e tornam a leitura ainda melhor com as vastas opções que ficam disponíveis como recurso para o autor. Nesta obra, o autor optou por nos oferecer páginas e mais páginas repletas de ação e muito suspense, que se torna quase impossível querer largar o livro. Poucos livros, até mesmo dele próprio, tiveram tamanha façanha. Eis um dos principais pontos positivos de Seis Anos Depois. A leitura, com isso, se tornou muito fluida, a escrita é ágil e fácil. Pra ser lido em poucos dias.

harlan-coben-six-years

Capa original

No entanto, nem tudo são flores. Acredito que esse seja o livro com mais clichês e mais obvio do autor que eu tenha lido. Os clichês não nos incomodam, mas as saídas escolhidas por ele sim. Não era uma tarefa difícil adivinhar os próximos acontecimentos. Se você fizesse uma aposta, certamente venceria ao acertar o que viria a acontecer. Além disso, o personagem Jake, se receber o nome dos protagonistas de outros livros de Coben, facilmente será confundido com tal. O que quero dizer? Que os protagonistas do autor são todos muito parecidos. Percebi isso logo de cara e confirme conforme a leitura avançava. O roteiro dos livros também são todos muito parecidos, o que acaba dando uma sensação de “cópia de si mesmo”.

Por fim, o próprio desfecho, que embora tenha sido no melhor estilo Coben – sempre com revelações até a última página – desta vez foi fraco, óbvio e clichê em relação aos outros. Mas não me deixou frustrado… de forma geral, me agradou. Enfim, dos quatro livros do autor que li, classificaria este em segundo lugar, perdendo para Não Conte a Ninguém. A edição da Arqueiro não apresentou problemas, tanto na diagramação, quanto na revisão. Apesar dos probleminhas existentes no desenvolvimento, vou de quatro estrelas, uma vez que o livro cumpriu a missão que se destinava e ainda me fez ter uma leitura viciante e alucinada, que há muito não tinha.

Notas 4

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