Resenha: “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells

E para começar bem o domingo, que tal conferir a nossa opinião sobre A Ilha do Dr. Moreau? Publicado pela Alfaguara, o romance é um clássico de H. G. Wells. Confira!

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À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, “A ilha do dr. Moreau” é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.

A Ilha do Dr. Moreau me trouxe um universo bem curioso, porém nada novo ou surpreendente. Pelo histórico de grandes obras escritas por H. G. Wells, eu sinceramente esperava mais.

A leitura do livro é algo rápido, e nada maçante, mas também nada diferente. Ao ler podemos perceber os traços presentes em toda ficção da época, com grandes influências do “em busca” pelo misterioso, desconhecido.

O enredo, cenário e até personagens me lembram muito as obras do Júlio Verne, o que me provocou certa dúvida, ao esperar algo diferente e melhor aprofundado.

O tema, cenário, podem ser extremamente explorados e discutidos, mas o autor não o faz, e explora a perspectiva ao ver de Charles Prendick (personagem perdido na ilha), o seu horror e suas tentativas vãs de se adaptar em um local cheio de monstruosidades.

O que realmente falta nessa obra é  o aprofundamento do tema e cenário e isso faz com que o livro não se torne tão atrativo quando poderia ser.

Os personagens postos no enredo são muito bem estruturados mas no decorrer da história percebemos uma precariedade de objetividade ao longo da mesma.

Ao tratar com mais personagens, o autor acaba perdendo de certo modo o foco para com o enredo e isso faz com que em certos pontos a história seja posta de forma um tanto rasa, porém, ao longo da mesma, quando se resta praticamente apenas um personagem, Wells mostra proficiência ao tratar com ele, escavando seus anseios, relatando suas agonias e vasculhando seus pensamentos e isso é feito de forma que aprofunde mais o leitor e melhore a história, pena ser já no final.

A Ilha do Dr. Moreau basicamente não nos trás nada de novo, explora algo não tão empolgante, que nos faz lembrar de outras histórias parecidas e levantar as mesmas expectativas sobre a mesma, as quais sinceramente, o livro não cumpre.

Temos personagens muito bem estruturados, mas um tanto não explorados, a não ser Charles Prendick, que ganha maior ênfase e é mais trabalhado justamente no final.

De leitura rápida A Ilha do Dr. Moreau é um livro bom, nada excepcional, mas consegue nos trazer uma experiência bem curiosa ao nos apresentar abominações científicas presas em uma ilha e toda uma trama de civilidade x selvageria.

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Informações Gerais:
Editora: Alfaguara
ISBN:  9788579621130
Páginas: 170
Ano: 2012
Autor: H. G. Wells

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2 comentários sobre “Resenha: “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells

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